segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poema para os meninos da água doce

boi de menino

o
ribeirinho
curumim
sabe
tão bem
tocar tambor

faz a levada do bumbá
faz a levada do pelô

xote, afoxé
blues, carimbó
rock, “for all”, siriá

tango, baião
salsa, sambão
jazz, boleron, sirimbó

o
ribeirinho
curumim
bate
também
os pés no chão

dança o sotaque parintins
dança o sotaque maranhão

e no curral do seu bumbá
diz-que azul nunca ele foi
nem o vermelho é cor de boi
ou catirina é cazumbá

boi de menino é marronzim
ou corre-campo ou malhadim
toda toada entoa e troa

3 comentários:

  1. Amigos.
    Não sou jornalista nem escrevo bem.
    Sou aposentado, recebendo do INSS e tendo o IR descontado na fonte. Não recebo as benesses de nosso apedeuta mor que tem pensão do INSS acima do máximo, isento de Imposto de Renda por se achar perseguido político, ou melhor, por se anistiado político.
    Luto com as armas que tenho que é um blog, como forma de desabafar ao ver tanta roubalheira, falta de ética, falta de honestidade e principalmente falta de vergonha na cara desta quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto.
    Quero convidar os amigos a participarem da minha forma de protesto, o blog Brasil – Liberdade e Democracia - http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/.
    Se não levantarmos nossas vozes em protesto o que será deste país para nossos filhos e netos?
    Agora é a hora de lutarmos por uma pátria livre democrática, e sobre todo com governantes honestos e éticos.

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  2. Legal, binho o poema não quer essa bicoloridade da tradição, e espelha todo o universalismo da nossa cultura portovelhense,que é um verdadeiro antropofagismo sonoro e cultural.Foi um belo abalo.

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  3. taquicardia pura
    misturada com suco de limão
    descendo pele afora
    bolinando o menino doce
    agridoce doce sabor taperebá
    no pé de ingá
    onde nascem as melhores goiabas
    devoradas pela boca cor laranja
    da menina nada doce.

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